sexta-feira, 20 de julho de 2012

O verão de Katya

Escolhendo livros aleatoriamente pelos títulos que, na minha fantasia, poderiam revelar leituras interessantes, um deles foi O verão de Katya - de um autor que nunca tivera conhecimento até então.

Pelo título, imaginei ser história relacionada à Rússia, ou que o autor, Trevanian (a despeito do nome), tivesse origens russas. Mas qual foi a minha surpresa - melhor, as minhas surpresas - ao constatar, durante a leitura, que a história se passava em uma região basca da França! Depois, ao pesquisar no Google (vergonha, né?) sobre o autor, descobri que Trevanian era um pseudônimo usado pelo escritor norte-americano Rodney William Whitaker. Alguns sites (italianos) indicavam ser um autor inglês, mas parece se tratar de um equívoco.

Rodney escrevia sob vários pseudônimos além de Trevanian. Se derem uma busca rápida pela internet, encontrarão sua biografia (quase) completa na Wikipedia em inglês. O cara parece ter sido fera, pois escrevia sobre vários assuntos, e pretendo conhecer mais algumas obras dele, já que esta pequena amostra com a qual tive contato despertou-me a vontade de conhecê-lo mais.

Mas vamos às minhas impressões sobre O verão de Katya!
No geral é uma leitura fácil e que flui muito bem. No começo parece ser uma história até meio boboca, as desventuras amorosas de um médico recém formado em uma cidadezinha da região basca da França.
É a narrativa do médico Jean-Marc Montjean - já então maduro - sobre seu idílio com uma moça parisiense chamada Katya. Algo bem banal, parece: uma moça despretensiosa e interessante, o irmão gêmeo dela - um bon vivant arrogante e ciumento - que vive falando diretamente a Jean-Marc a não encostar um dedo em sua irmã, e o pai da moça, um velhinho meio lunático que se afoga em estudos sobre a Idade Média. Ah, claro! E o mocinho da história, o próprio narrador, que se vê caído de amores pela mocinha, sem saber o que fazer, que providências tomar para concretizar aquele seu primeiro amor.
Tudo em clima de idílio, meio bucólico... Até que certas coisas começam a "não bater", além da atitude esquisita de Paul (irmão de Katya), que quis mudar-se com toda a família de repente do lugar, devido ao cortejo de Jean à sua irmã e outros detalhes que prefiro não revelar para não estragar a surpresa para quem vai ler!

Só sei que a história vai ficando com algumas situações meio sem pé nem cabeça, mas nada muito "nossa, o que será?" , "por que disseram isso?" ou  "oh, que mistério!". Parecem não ter importância alguma. Mas ao final... Surpreende! Surpreende, e todas as passagens que considerava sem importância começaram a fazer todo o sentido. Mas só porque eu não imaginava ser uma história que envolvia um pouco (muito!) de suspense.

Dentre as várias capas desse livro, a que achei mais a ver foi essa abaixo:


Editora Círculo do Livro.

3 comentários:

  1. Olá.
    Li o livro e concordo com a resenha. A história começa meia boca, mas ganha um final surpreendente. Leitura recomendada.

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  2. Boa! Me estimulou a ler . Comprei num sebo, muito barato, só por causa do preço e da capa, já que não conhecia também o autor. Agora me resolvi. Grato!

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  3. Boa! Me estimulou a ler . Comprei num sebo, muito barato, só por causa do preço e da capa, já que não conhecia também o autor. Agora me resolvi. Grato!

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